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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Monumentos e marcos históricos da cidade do Assú críticas


A escola dos Annales irá nos fornecer as bases para aprofundarmos nossas críticas sobre a nossa maneira de ver a história da cidade do Assu, suas transformações arquitetônicas, sociais e políticas, com auxilio das chamadas ciências auxiliares, tais como arqueologia, economia, sociologia dentre outras podemos ampliar nosso campo de visão.
Com base na nova história vamos analisar nossa primeira crítica que é essa: “Por trás da beleza arquitetônica das casas grandes, existia um mundo subumano onde os escravos se alojavam na parte inferior e em condições precárias”. A estrutura social da época era extremamente fechada, sem mobilidade de classes, fato este que até pouco tempo se via no Brasil, como tudo se movia através da mão de obra escrava, com economia baseada na pecuária e na plantação, essa mão de obra era bastante explorada, os portugueses eram povos cruéis e para conseguir seus objetivos eram capazes de tudo, fatos esses que se observa nas alianças quebradas com os índios nos primórdios da colonização. * A professora Geronazzo faz uma analise das transformações arquitetônicas do sertão e do litoral e seus mundos distintos de riqueza e pobreza denotando um contraste social e político. A cidade do Assu com sua estrutura elitista se assemelha com o modo de vida e transformações ocorridas no litoral. Com estudos sociais, antropológicos e econômicos podemos enxergar os contrastes desse submundo em que viviam os escravos.
A segunda crítica é sobre o desenvolvimento da cidade em torno de um pólo aristocrata, “as melhores condições oferecidas à sociedade em relação à infra-estrutura pelo poder político na época, foram primeiramente às pessoas que possuíam certo pode aquisitivo. O que observamos é que essa classificação não mudou tanto nas cidades grandes quanto nas pequenas. Os políticos investem nos centros deixando as periferias no segundo plano.” Com bases no Annales podemos ver essa questão de vários ângulos com um objetivo em comum, analisarmos profundamente esse quadro como um todo.  Como se ver essa questão é bem antiga embora seja tão atual, a formação das cidades do interior com base geografia se deu dessa forma, ao redor de um rio, e através de uma atividade econômica, a formação da cidade do Assu não foi diferente, As migrações para o interior era um meio dos colonos adquirirem certas condições que outrora era impossível no litoral, **com base no texto de Geronazzo e Martins o contexto histórico dessas migrações se deu em função da desagregação de duas atividades econômicas a cana-de-açúcar e a pecuária, com a pecuária dominando os sertões, num contexto social a formação étnica dos sertões era basicamente de pessoas rudes e senhores em busca de crescimento econômico e status social, assim se formaram as cidades do interior, em torno das grandes fazendas de gado e com estrutura elitista dominante. Essa questão da infra-estrutura que beneficia as classes dominantes e despreza as periferias não mudou com o passar dos séculos, isso é típico das sociedades coloniais européia, essa herança colonial está impregnada em nosso tempo atual.
A terceira crítica é em relação às classes dominantes, principalmente da família Amorim, que dominava o comercio local e o principal meio de comunicação o jornal, onde se promovia o pensamento intelectual dos principais da cidade. “Será que a Família Amorim tinha mesmo um vinculo com Paris para importação de remédios? Ou será que por eles serem o dono da tipografia. Eles usavam esta propaganda como forma de mostrar mais status? Pois sabemos que naquela época os custos para a importação eram muito altos.”
Existem dúvidas que ainda não podem ser explicadas acerca da verdadeira intenção dos Amorim, até mesmo pelo seu status e prestigio na região podemos apenas supor hipóteses, com base na economia e sociologia. Os altos custos das importações era uma tangente que não possibilitaria esse comércio com os franceses, sem assinalar a distância e as dificuldades de transporte, nos daria a base para supor que esse slogan da família Amorim não passava de propaganda, as bases geográficas são bem nítidas embora precisemos nos aprofundar em outros aspectos para melhor explicarmos esses fatos.
 A quarta crítica gira em torno das relações políticas do governo de Getulio Vargas e do prefeito Acelino. “A forma de o Prefeito Acelino homenagear Vargas nos dar a entender que a sua postura governamental estava de acordo com as ações promovidas pelo presidente Vargas. Neste caso fica nítido que ele compara a sua administração com a de Vargas.”
O governo de Getulio Vargas foi conturbado e cheio manifestações pros e contras se governo, essa fase de mudanças obrigaram as lideranças locais a se aliarem a então formada ditadura, para se manterem no poder os prefeitos teriam que se submeterem as ordens da presidência da republica, que com a incorporação da ditadura não era mais um Estado nacional democrático. Essas pressões sobre os governos locais desencadearam varias atitudes de apoio político ao governo de Vargas, como a criação de monumentos em sua homenagem como está na praça publica do centro de Assu. Cabe a nós salientar que no governo de Vargas houvera grandes mudanças sociais no Brasil com criação das grandes estatais como a Petrobras, geração de emprego e a instituição do salário mínimo, a criação da previdência social garantindo assim os direitos dos trabalhadores, o país deixando de ser totalmente agrícola para uma industrialização embora que tardia com resultados positivos. Pensando por esse lado as homenagens ao governo de Vargas com os monumentos fora positiva, mas em contra posição houve as atrocidades promovidas por Vargas com a quebra de vários direitos como a democracia, a liberdade de imprensa dentre outros. Há duvidas qual fora intenção do Prefeito Acelino ao construir a estatua de Getulio Vargas. O que sabemos é que ainda hoje vivemos os reflexos dos direitos adquiridos e das ações de modernização promovidas por ele, conseguimos a democracia e, contudo o país ainda anda a passos de tartaruga em relação ao crescimento econômico e o desenvolvimento de nossa população.
A quinta e ultima crítica está relacionado à intenção do ex-prefeito Ronaldo Soares de propagar o nome político de sua família. “um ponto levantado sobre á estatua de Pedro Soares, homenageado pelo prefeito Ronaldo Soares, será que a intenção do prefeito tinha o objetivo de mostrar um cidadão que ajudou a promover o desenvolvimento da cidade, ou tinha a intenção de destacar seus ancestrais políticos de sua família?
Não podemos saber qual seria a intenção do ex-prefeito Ronaldo Soares, mas supomos com base no quadro atual da política nacional extremamente elitista e corrupta que sempre que há criação de monumentos e inaugurações de obras públicas a tendência é se auto-promover e basicamente se nota isso nessa intenção de Ronaldo Soares em promover o legado da família. Em contra partida o que sabemos sobre a vida e obra de Pedro Soares nos é notório seu prestigio diante da sociedade com trabalhos prestados a população do Assu como medico.

2 comentários:

Vinícius Fernandes disse...

Um dos lugares mais lindos que conheci! Fantástica visita junto com estudantes de História no ano de 2002, sob a orientação do prof. Doutor em arqueologia pela UFBA, Dr.Roberto Airon, UFRN.

O Lajedo de Soledade deveria ser patrimônio da humanidade!!!!

Nunca esquecerei de atravessar por debaixo de umas cavernas que ligam alguns pontos do Lajedo! Inesquecível!

Amigo Elson, quando Deus me der um carrinho, pretendo voltar a Apodi para visitar o Lajedo com mais calma dessa vez, tirar mais fotos e de quebra, realizar o velho desejo de conhecer Triunfo!

Se Deus quiser, um dia isso acontecerá!

15 de Setembro de 2009 15:43

Vinícius Fernandes disse...

Postei no lugar errado olha?
Mas já corrigi o erro.

Porém, pela fé faz de conta que Triunfo também o lugar ao qual desejo retornar, mesmo sem nunca ter ido antes!

Falow meu mano!