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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Destruição do patrimônio histórico Triunfense!




Símbolo do apogeu comercial da vila Tapera que mais tarde foi chamada Triunfo, o mercado publico foi construído na década de 50 pelo prefeito de Augusto Severo, hoje Campo Grande, Coronel Pompeu Jácome para acomodar os comerciantes locais e os oriundos das varias cidades da região, conta a tradição oral que existia um grande comercio na vila Tapera com mercearias e lojas girando em torno do mercado onde se concentrava o comercio e laser da população local, venda de animais, carnes, leite, frutas e cereais e tecidos, o mercado fez com que a cidade se desenvolvesse e com isso o capital ficava circulando na cidade gerando emprego e renda para os ambulantes, como o fundador da cidade Felipe Neri comerciante de confecções, João Simeão dono de bodega de cereais, e também, Manoel Barreto Soares (Zamba) sendo um dos pioneiros no ramo de serviços trabalhando como sapateiro, cortador de fumo e dono de padaria etc., Antonio Campos celebre comerciante de cereais, um dos mais prósperos construiu os prédios ao redor do mercado, Severino Bezerra também dono de bodega de cereais, ainda hoje continua no ramo na cidade vizinha de Campo Grande, seu Pedro Biló, seu Abdias Campus Ribeiro celebre comerciante de tecidos, seu José de Abdias dono de loja de tecidos e cereais, seu Chico Almeida comerciante de cera de carnaúba e sementes de oiticica, Chico Augusto de Medeiros pecuarista oriundo do seridó, José Saldanha marchante, como também Edilson Cassiano vindo da cidade de São Rafael começou a negociar no ano de 1968, como pecuarista e marchante posto esse que exerce até o presente momento, sendo o ultimo remanescente dos comerciantes antigos a permanecer no mercado até o ano de 2009, que foi abandonado pelo poder publico e pelas crises dos anos que procederam aos anos 80, 90 e 2000, levando o mercado a se tornar sinônimo de decadência. Os comerciantes dos anos das décadas de 80 e 90 como Chiquinho de Ana dono de uma bodega prospera, como também Expedito Biló e Aldenor Maneco foram ficando pra trás Com as varias crises do sistema capitalista, as secas prolongadas, houve uma retenção do progresso comercial das cidades e vilas e com abandono do poder publico os comerciantes foram deixados de lado, levando consigo o declínio do centro comercial da cidade. No fim dos anos 90 com a emancipação do municipal da vila Triunfo foi incorporado Potiguar vindo a se chamar Triunfo Potiguar, o primeiro prefeito eleito Lufran Medeiros, tentando recuperar o comércio da cidade fez uma pequena reforma no mercado revitalizando-o, mas não conseguiu retornar a forma de outrora devido às constantes crises administrativas do seu governo culminando num abandono da cidade gerando uma revolta popular nas urnas. Com o advento administrativo da família Estevam o mercado publico foi novamente abandonado pelo prefeito Antônio Estevam, que inúmeras vezes fez promessas de reformá-lo, contudo essas promessas nunca foram colocadas em pratica, no ano de 2008, parte da estrutura cedeu por causa das chuvas levando a tona o descaso e abandono desse patrimônio da historia do povo triunfense. O atual prefeito José Gildenor da Fonseca mostrando total desinteresse pela história da cidade está demolindo um dos principais marcos históricos da cidade, levando consigo a memória de seu povo, tirando as chances das futuras gerações de saberem como a nossa cidade se originou,  como ocorreu seu desenvolvimento comercial através das feiras e como surgiram as primeiras lideranças políticas. Agora só nos resta apenas à antiga casa do nosso patronomo Felipe Neri, o prédio dos correios que manteve sua estrutura externa original no centro da cidade e a Igreja matriz, as pessoas não se dão conta do que estão fazendo quando destroem os objetos históricos, todo povo tem história e um povo que despreza o seu passado é um povo sem esperanças. Talvez para você caro leitor essa a demolição do mercado publico seja apenas mais uma dentre muitas, mas pare para pensar se essas paredes que serão demolidas falassem! Quantas histórias teriam para nos contar! As conversas de manhã cedo, os negócios fechados, as piadas contadas, os cortejos das moças da cidade, seus romances, nossos antepassados não deixaram apenas um monte de tijolos amontoados num lugar chamado mercado, mas suas vidas contadas e cada metro quadrado desse espaço comercial é muito, além disso, é um patrimônio cultural popular, o mercado público deveria ser reformado e tombado pelo poder publico como patrimônio histórico e cultural da cidade de Triunfo Potiguar e não demolido como se não houvesse história. Demolindo o mercado leva-se consigo parte da história da cidade que ainda não foi escrita e possivelmente não será, pois os vestígios serão apagados, os antigos comerciantes que ainda nos restam são em número bem reduzido, e muitos já não estão conosco e os que ainda estão devido à idade não se recordam mais do cotidiano da época do apogeu comercial triunfense. O que nos resta é apenas lamentar pela atitude do poder publico municipal de destruir mais um marco histórico da cidade.

Por ELSON CASSIANO
1º período História UERN

3 comentários:

Janygil disse...

Parabéns, Elson...
Vc vai ser um grande historiador...

lucia disse...

vc ta de parabens,pois vc tem toda razao quando se refere a esse assunto, como vc mesmo diz o mercado e um patrimonio da cidade q ñ deveria ser demolido.Mas so resta aos triunfenses lamentar. Quero parabenizalo pela iniciativa.E te dizer q concordo com vc em tudo q esta escrito no seu texto.

Jakeline disse...

Parabéns elson!
além de vc ser um bom historiador também é um ótimo escrito.
realmente os triunfenses estam perdendo uma parte de sua história, história a qual os políticos não dão valor, mas só temos a lamentar pelos políticos q nós o povo colocamos no poder