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terça-feira, 18 de maio de 2010

Mundo Clássico


A antiguidade clássica era um universo voltado para as cidades, contudo não havia nas cidades uma produção e nem tampouco um comercio que vitalizassem elas, tudo vinha dos campos provindo de trabalho escravo, esse modelo de vida inigualável, de filosofia, política, artes etc. com o poder centralizado numa aristocracia poderosa, era muito frágil economicamente, suscetíveis de crises, políticas e econômicas. Como foi dito acima não havia uma economia urbana, as cidades eram nada mais que um conglomerado de cidadãos improdutivos, pois tudo que se produzia vinha do campo. A democracia Ateniense, a oligarquia Espartana e a Roma senatorial eram essencialmente dominadas pela aristocracia agrária. Não houve avanços tecnológicos que aumentasse a produção de excedentes agrícolas, devido ao baixo custo da escravidão que movimentava a maquina de guerra Romana no expansionismo, com inúmeros ganhos financeiros com a importação de mão-de-obra escrava, houve em Roma algumas tentativas de se modificar o sistema agrário aristocrático, como aconteceu em Atenas nas reformas de Sólon e Pisístrato, contudo os Gracos, não conseguiram devido ao poder senatorial Patrícios ter se precavido muito antes, e barrava qualquer mudança dentro dessa estrutura. Nunca houve uma reforma agrária dentro do império romano. Ocasionando uma quebra dos pequenos proprietários rurais e um inchamento urbano com o aumento demográfico da população proletária. Enquanto em Atenas existia apenas uma classe dominante em Roma existiam duas, Patrícios e Plebeus, os patrício eram os chamado bem nascidos, enquanto os plebeus eram cidadão nascido fora da nobreza, contudo enriquecidos compunha a maior parte da população, lutando por mais direitos, conseguiram inúmeras vitorias. A mola movedora das economias clássicas era sem duvida o escravismo, e quando ele entra em declínio desmorona toda estrutura clássica, pois as fontes de conquistas cessaram, não havia mais como importar essa mão-de-obra barata, ao qual com todas as crises se tornara escassa e cara. A escravidão romana se difere da Grega somente pelo fato de em Atenas no seu pioneirismo ter empregado essa força produtiva em pequenas propriedades, enquanto em Roma foi empregado pela primeira vez no latifúndio, ao qual além das funções braçais eram também empregados nas funções administrativas. Essas condições proporcionadas pelo escravismo fizeram com que se desenvolvesse num contraste, fez à democracia Ateniense, a republica Romana, com todos os direitos e liberdade aos cidadãos. Quando esse sistema escravagista ruiu levou consigo a vida urbana e sua prosperidade, dando lugar ao feudalismo.
Uma coisa importante dentro desse mundo clássico é o conceito de trabalho, ao qual era uma coisa vil sem valor, pois quem trabalha não pensa, pois o pensar era atividade dos livres, segundo alguns filósofos, essa degradação do trabalho rural chegou a níveis impressionantes que foi a convenção dos próprios homens em meios de produção inertes com a privação dos direitos e da liberdade no escravismo greco-romano. Os homens eram comparados a animais dentro desse sistema clássico.
O poder militar estava ligado ao crescimento econômico de tal forma que o expansionismo produzia tributos, saques, e escravos, ao qual movimentava a frágil economia clássica. Com os escravos produzindo, o Estado recrutava exércitos de cidadãos livres para o expansionismo.
O mundo helênico se distingue do grego e do romano pelo urbanismo mínimo e pela propriedade privada, onde havia pouca escravidão, pois na Macedônia era usada a servidão coletiva. As conquistas de Alexandre não eram acompanhadas de uma escravidão mássiça como em Atenas, Esparta e em Roma. Surge o colonato com a maior parte da produção rural nas mãos dos pequenos proprietários, enquanto a aristocracia usava escravos. É notória a estrutura do mundo helênico, pois enquanto a urbanização permanecia ligada ao modelo grego a zona rural permanecia oriental no seu padrão formando um sincretismo econômico. O colonato romano somente veio aparecer devido às diversas crises econômicas, políticas e sociais dentro do império.

ELSON CASSIANO

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